Isildinha Prado: um exemplo de superação

Isildinha Prado nasceu em Jacareí, onde vive até hoje com o marido, Alex Alves dos Santos. A Dança sempre esteve presente em sua vida. Na infância, dançava o tempo todo e ensaiava movimentos na imaginação, embora os seus pais não vissem isso com bons olhos. Até a 8ª série, frequentou a Escola Maria Umbelina Rodrigues de Azevedo e, ali, dançou publicamente pela 1ª vez. “Adorei ser vista!”, diz Isildinha. Por volta dos 11 anos entrou para a Fanfarra Municipal de Jacareí. Ela tocava corneta (seu pai sempre teve uma grande simpatia por músicos). No entanto, tão logo apareceu uma oportunidade de dançar, não pensou duas vezes: a Dança era a sua verdadeira vocação. Foi nessa época que ela conheceu a Profª Vânia Batista, que lhe ensinou o Jazz e lhe mostrou toda a beleza da dança técnica. Depois disso, Isildinha nunca mais parou.

Isildinha completou o 2º grau na Escola Coronel Carlos Porto. Nesse período a dança perdeu um pouco de espaço em sua rotina, já que ela precisava trabalhar. Apesar de disso, porém, envolveu-se em atividades voluntárias da comunidade, ensinando pessoas a dançar.  “Nunca tive dúvidas sobre a importância da dança na minha vida”, garante ela. “Queria estudar todas as possibilidades de movimento do corpo humano!” Em setembro de 2002, contudo, um acontecimento inesperado acabaria com o seu grande sonho de seguir a carreira de dançarina profissional. Ela já estava quase terminando a sua formação em Educação Física, na UNIVAP, quando um acidente de moto lhe tirou o movimento do pé esquerdo. “Foi a etapa mais difícil da minha vida…”, recorda Isildinha, “eu me sentia sem alegria, descrente… era como se o meu corpo estivesse morto em vida.” O acidente realmente foi grave. Ela quase teve o pé esquerdo amputado. Já não podia dançar, não podia saltar. Mas, um dia, ela descobriu: ainda podia ensinar… “Naquele momento”, explica Isilidnha, “um novo direcionamento se estabeleceu em minha vida”.

Hoje, formada em Dança e Consciência Corporal no curso de pós graduação da FMU/SP, está iniciando o curso de Fisiologia e pretende, ainda, fazer mestrado e doutorado. “Tenho me dedicado muito aos estudos, quero transmitir os meus conhecimentos e experiências lecionando em Faculdades…” Paralelamente, Isildinha está se preparando para, no futuro, escrever livros relacionados com anatomia, fisiologia e biomecânica aplicada à dança, além de uma autobiografia.

Isildinha também trabalha com Dança Jazz e Dança de Salão na Secretaria de Esportes da cidade de São José dos Campos, participa de festivais e mostras competitivas de dança e está desenvolvendo um projeto para abrir uma ONG, aproveitando um trabalho que já existe. A ideia é criar um Espaço Cultural (Espaço de Artes Isildinha Prado) para crianças, jovens, adolescentes e idosos, com o objetivo de proporcionar informação, iniciação e formação profissional nos mais variados tipos de artes culturais. Recentemente, ela foi convidada a fazer parte da AVLA (Academia Valeparaibana de Letras e Artes).

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